Safra de Café 2025: Surpreenda-se com a alta do Conilon e veja o que esperar do Arábica em 2026
Por: Daniel Rocha
Já deu uma olhada nos bastidores da próxima xícara que vai parar na sua mesa? A safra de café de 2025 veio carregada de reviravoltas, com o conilon roubando a cena e o arábica tentando se manter firme em meio a um cenário complicado. E olha que o próximo ano promete ainda mais mudanças no mapa da produção!
Antes de mergulhar nos números, vale conferir este review completo de moedores de café — se você quer extrair o máximo sabor do grão, o moedor certo faz toda a diferença no resultado final da bebida.

Conilon cresce com força: clima ajudou (e muito)
Enquanto o arábica sofre, o conilon vive um dos seus melhores momentos. De acordo com os dados mais recentes da Conab, a safra de 2025 atingiu 20,8 milhões de sacas, um crescimento impressionante de 42,1% em relação ao ano anterior.
E sabe o segredo? O clima cooperou! Ao contrário de outras regiões que enfrentaram secas e calor em excesso, as lavouras de conilon — principalmente no Espírito Santo e Rondônia — encontraram condições quase perfeitas: chuva na medida, temperaturas controladas e plantas vigorosas.
Falando em clima e sabor, se você curte entender melhor as nuances da bebida, este conteúdo vai te surpreender: Café vem de fruta? Descubra a origem surpreendente.
Arábica amarga perdas e incertezas
Do outro lado da história, o arábica — o queridinho dos cafés especiais — vem enfrentando um ano difícil. Em 2025, a produção ficou em 35,76 milhões de sacas, uma queda de 9,7% em comparação com 2024.
O problema não foi só o clima seco, mas também o fato de este ser um ano de bienalidade negativa, ou seja, um ciclo naturalmente mais fraco para as lavouras. Com isso, a produtividade despencou para 24,1 sacas por hectare, e muitas regiões amargaram grãos mal desenvolvidos.
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Panorama mundial: o que os concorrentes estão colhendo
Enquanto o Brasil vive essa gangorra entre arábica e conilon, outros gigantes do café também estão sentindo o impacto do clima — pra bem e pra mal.
- Vietnã: previsão de 30,8 milhões de sacas, podendo crescer até 10% em 2026.
- Colômbia: colheita de 13,8 milhões de sacas, mas com floradas enfraquecidas.
- Indonésia: produção estimada em 12,5 milhões de sacas, com manejo aprimorado.
- Índia: queda de produtividade devido ao excesso de chuvas, com apenas 6 milhões de sacas esperadas.
E se você quer extrair o melhor de qualquer origem, explore essas 7 formas de fazer café em casa — tem dicas para todos os gostos e estilos.
De olho em 2026: vai ter virada?
Se você pensa que o futuro do café está nublado, calma lá. As primeiras projeções para a safra de 2026 apontam para uma virada positiva, especialmente para o arábica.
A consultoria StoneX estima que o Brasil pode colher até 70,7 milhões de sacas no próximo ciclo, sendo 47,2 milhões de arábica (alta de 29,3%) e 23,5 milhões de conilon (queda de 8,9%). Já a Safras & Mercado aposta em crescimento de 10,5%.
Pra fechar: o café segue firme, mas em transformação
A cada ano, a cadeia do café nos mostra que nada é estático. O conilon, por muito tempo visto como “café de segunda”, agora brilha com força. O arábica, referência de qualidade, luta contra o clima e o cansaço das lavouras. E o mercado global todo acompanha, de lupa na mão, cada saca colhida aqui no Brasil.
E, claro, se quiser mergulhar ainda mais no mundo do café — desde a origem do grão até técnicas de preparo — o blog Alma do Café é uma fonte valiosa para amantes da bebida.
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Daniel Rocha
Engenheiro, mineiro e ciclista, encontrou no café uma nova rota de exploração. Une precisão técnica e sensibilidade para desvendar os segredos de cada grão — porque uma boa xícara, assim como um bom pedal, é feita de detalhes.
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