V60 ou Melitta: qual coador faz o melhor café na prática?
Por: Daniel Rocha
Na hora de preparar café coado em casa, duas opções aparecem com frequência: o tradicional Melitta e o Hario V60. Ambos usam filtro de papel, mas entregam resultados diferentes na xícara.
A principal diferença está no nível de controle que cada método oferece durante a extração, o que impacta diretamente no sabor, na intensidade e na consistência do café.
Se você quer entender qual deles faz mais sentido para sua rotina e seu gosto, aqui está uma comparação prática e direta.
A origem de tudo: tradição alemã vs. precisão japonesa
Começando do começo: o Melitta foi criado por uma dona de casa alemã que só queria coar o café sem aquele pó flutuante na xícara. Já o V60 nasceu no Japão, com um design pensado nos mínimos detalhes pra valorizar cada nota do café.
- Melitta: método tradicional, barato e presente na maioria das cozinhas brasileiras.
- V60: método moderno, com fluxo livre e ângulo de 60º que exige mais controle, mas entrega mais clareza sensorial.
Se quiser conhecer outras formas de preparo além dessas duas, o Alma do Café tem um ótimo guia com 7 métodos incríveis para experimentar em casa e uma incrível tabela de comparação de todos os métodos de preparo
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Depois de comparar os métodos, o próximo passo é montar um setup que realmente funcione no seu dia a dia — e é aqui que muita gente erra.
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Como o design muda tudo no sabor
A gente pode até achar que coador é tudo igual… mas quando você compara um V60 e um Melitta lado a lado, percebe: a geometria tem sim papel de protagonista no seu café.
Melitta: fácil e encorpado
- Base chata e um furinho pequeno, que segura mais a água.
- Ranhuras retas que ajudam na passagem da água sem colar no filtro.
- Resultado: café mais encorpado, ideal pra quem curte um sabor mais intenso.
V60: liberdade e nuances
- Cone com ângulo de 60º e um furo bem maior.
- Ranhuras em espiral que favorecem uma extração uniforme.
- Resultado: café mais leve, limpo e aromático, com controle total de tempo, moagem e despejo.
Quer aprender os detalhes técnicos por trás dessa diferença de sabor? Veja esse artigo incrível sobre café filtrado que explica o que os baristas sabem — e você pode aplicar em casa!
Teste sensorial entre os dois
Resultado para café Frutado:
- V60: acidez viva, corpo leve, final limpo.
- Melitta: corpo maior, acidez arredondada, sensação mais intensa.
Resultado para Bourbon Amarelo:
- V60: elegância, doçura evidente, sabor limpo.
- Melitta: notas tostadas, toque de caramelo queimado e amargor suave.
Dicas de preparo pra extrair o melhor de cada método
Se for de Melitta:
- Use moagem média-grossa pra evitar superextração
- Não encha tudo de uma vez: despeje a água aos poucos
- Dobre bem o filtro antes de encaixar
- Ótimo custo-benefício (porta-filtro por R$15 em média)
Se for de V60:
- Controle total: atenção ao fluxo da água
- Teste moagens e tempos diferentes — o céu é o limite!
- Ideal pra quem ama experimentar e ajustar tudo
Aliás, se você está pensando em investir em uma cafeteira elétrica de entrada, vale a pena conferir esse review completo da Mondial Dolce Arome C‑30 — pode surpreender!
Então, qual é melhor: V60 ou Melitta?
Essa resposta vai depender de quem você é no mundo do café.
Se você quer praticidade e consistência sem erro, o Melitta é seu par ideal. Agora, se você é daqueles que gosta de brincar de barista, controlar tudo e explorar o sensorial ao máximo, o V60 vai te conquistar.
E se estiver em dúvida sobre qual cafeteira básica comprar antes de entrar no mundo do café especial, veja também o review da Britânia 15 Temp Inox. Uma boa opção pra começar sem errar!
Conclusão
No fim das contas, o melhor café é aquele que combina com seu momento. Se for com calma, escolha o V60. Se for na correria, vá de Melitta. Mas sempre com um bom grão, moído na hora, e uma pitada de carinho.
Afinal, coar café é quase um ritual. E todo ritual merece ser vivido com prazer.
Evite gastar errado: veja o que realmente vale a pena comprar

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Daniel Rocha
Engenheiro, mineiro e ciclista, encontrou no café uma nova rota de exploração. Une precisão técnica e sensibilidade para desvendar os segredos de cada grão — porque uma boa xícara, assim como um bom pedal, é feita de detalhes.
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